Desde de novinha, lá pelos 18 anos, me acostumei a ouvir frases como:
“Por que você gosta tanto de entender o modelo de negócio da empresa?” “Você deveria mudar de área, ir para o comercial ou para tecnologia.” “Você não deveria cuidar só da cultura e desenho dos times?”
Sempre acreditei em um time de Pessoas e Cultura humano, empático, confiável e ao mesmo tempo que devolve valor para empresa entregando resultado. Tá, mas aí você me pergunta: “o que é resultado?” e eu te respondo o que todos odeiam (depende).
Para alguns business, o resultado será a aceleração da inovação mirando uma forte expansão acelerada, para outros o desejo é de estabilidade e manutenção da competitividade, há ainda linhas que vão focar na eficiência máxima.
O grande ponto é que cada um destes objetivos de negócio exigem perfis comportamentais e habilidades distintas, para eu saber se estamos com o time certo, com o design organizacional que nos levará ao GOL precisamos ter essa clareza.
Nós como Pessoas e Cultura precisamos conhecer os números do business, precisamos conhecer a margem, as principais alavancas de negócio, o mercado, os concorrentes e nossos diferenciais estratégicos.
E temos a complexa responsabilidade de sermos arquitetos de pessoas, arquitetos do potencial humano para provocarmos a empresa para o melhor desenho.
Às vezes, são conversas arriscadas, dolorosas, às vezes podemos chegar à conclusão que a alta gestão está desalinhada com o que é preciso de competência para o nosso futuro. E ai? E ai que precisamos da humildade do CEO para ouvir e espaço para falar.
E ok, minha paixão é pelas PESSOAS, é pelo humano. Só que com a experiência e com muito estudo fui aprendendo que em tecnologia três dos grandes fatores motivacionais de 70% das pessoas são: sentir-se desafiado, trabalhar com pessoas melhores que eles mesmos e o constante aprendizado.
Talvez em outros segmentos apareçam valores como: estabilidade, segurança e ok se o desafio corporativo estiver alinhado a isso. A grande questão é que não dá para desalinhar a motivação das pessoas da estratégia.
Ok, ter 100% das pessoas alinhadas é utopia. Mas, que tal buscar 70/30? Assim a teoria de grupos já irá nos ajudar a alcançar resultados incríveis.
RH não é BackOffice. É arquitetura humana. É o motor silencioso de resultado!