Em um futuro cada vez mais interessado na AI, adotar tecnologias de inteligência artificial vai além da infraestrutura e algoritmos — exige uma cultura organizacional sólida que valorize aprendizado contínuo, colaboração e adaptação. A cultura é o solo fértil onde a IA floresce. Sem ela, iniciativas podem esbarrar em resistência, empoderamento limitado e falhas em escala. Vivi isso de perto, nossa primeira tentativa frustrada, foi incentivar as pessoas a usarem AI sem apoio, sem capacitação, acreditando puramente no protagonismo. Foi aí que percebemos que também tem muita insegurança, muita dúvida fundamentada sobre a ética, sobre o futuro do trabalho e outras questões. Diante disso, eu e todo o comitê executivo em conjunto com áreas de Produto e Engenharia definimos que: 1. A cultura deve ser vista como facilitadora da adoção de IA Murire (2024) mostra que o sucesso da IA está diretamente ligado a valores organizacionais como inovação, agilidade e aprendizagem contínua, sendo a liderança e comunicação transparentes fundamentais. Outro estudo de Wiese et al. (2024) relaciona culturas organizacionais voltadas para desenvolvimento com maior adoção de tecnologias de Indústria 4.0, incluindo IA. Exemplo prático: foi criado um ‘AI Lab’ interno, com mentoria e capacitação ativa (especialistas e líderes técnicos treinando TODAS as pessoas): atingimos mais de 70% de participação nos treinamentos técnicos. Para o nosso orgulho, inclusive o time administrativo (G&A) participou ativamente. 2. IA como catalisador da colaboração e da confiança Segundo Swift (2025), o uso de IA fortalece o engajamento e personaliza a experiência do colaborador — sem comprometer a missão, pertencimento e transparência. Já a McKinsey (jan/2025) destaca que 92% das empresas aumentam investimento em IA, mas apenas 1% se considera madura — e liderança cultural é o gargalo. Exemplo prático: criamos um ambiente de integração entre áreas, mudamos o design organizacional para que o mesmo fosse menos hierarquizado, trouxéssemos artefatos de objetivos compartilhados e isso tudo nos legou a registrar aumento de 10 pontos no eNPS da empresa. As pessoas estão mais confiantes, elogiando o ambiente de aprendizado e colaboração. 3. Colaboração humano-IA equilibrada e alianças interfuncionais Hosanagar & Ahn (2024) mostram que designs colaborativos human‑AI, onde o humano participa desde o início, resultam em maior qualidade e diversidade criativa. Já Deng et al. (2023) ressaltam a importância da articulação entre áreas (TI, RH, legal) para garantir justiça e eficácia em soluções de IA. Exemplo prático: para o sucesso neste case times de produto, UX, compliance e data science colaboram para desenvolver times híbridos que atuem de maneira segura, reduzindo enviesamentos de forma coordenada. Podemos concluir que em ambientes AI-first, a cultura é o principal diferencial. Uma cultura que promove transparência, aprendizagem, diversidade de pensamento e confiança permite que a IA transforme-se em parceira estratégica. Sem ela, tecnologias avançadas podem gerar medo, silos e empobrecimento dos resultados. Recomendações executivas: – Garanta engajamento da liderança com linguagem e treinamento em IA. – Incentive iniciativas de experimentação com feedback real, usando métodos como “botões de pânico” e patrocinadores de cultura. – Invista em Gestão de Mudanças – Aproxime o time de executivos da base, responda perguntas, fale sobre o tema de maneira acessível. – Estruture governança interfuncional (RH, TI, legal) para fomentar inovação responsável. Referências: https://doi.org/10.3390/admsci14120316 https://www.mckinsey.com/~/media/mckinsey/business%20functions/quantumblack/our%20insights/superagency%20in%20the%20workplace%20empowering%20people%20to%20unlock-ais-full-potential-v4.pdf Hastags: #AIFirst #TransformaçãoCultural #RHestrategico #LiderançaDoFuturo #PeopleFirst #InteligenciaArtificial #CulturaOrganizacional #FutureOfWork #Inovação #HumanosEAi #McKinsey #ArtigosCientificos #RHDataDriven #LeadershipMatters #TechHumanizada
Qual é o legado que você quer deixar enquanto líder?
Essa pergunta me levou a um mês de profunda reflexão, e ela foi catalisada por algo que compartilhei recentemente: o curso de Neurociência para Negócios do MIT Sloan | Executive Program in General Management , voltado a pessoas executivas. Ele me surpreendeu pela densidade e profundidade dos temas, mas principalmente pelo convite constante à autorreflexão, convite este que veio em um excelente momento, já conto mais… Um dos conceitos que mais me atravessou foi justamente o de legado. Qual o impacto que desejo imprimir nas empresas pelas quais passo? Para mim, as respostas são claras: quero construir ambientes dinâmicos e de alta performance por meio da colaboração, inovação e diversidade. Quero liderar com vínculos genuínos, conhecendo as histórias de quem está ao meu lado — suas dores, potências e contextos de vida (igual sempre valorizei e fiz). Confesso, porém, que nos últimos tempos, mesmo sabendo tudo isso, me perdi de mim. Isso já aconteceu contigo? A aceleração da IA generativa, o entusiasmo com essas novas tecnologias, a fome por conhecimento — tudo isso, que faz parte de quem eu sou, começou a me tirar do eixo. Começou a vir em um tom de exagero. Em algum momento, deixei de olhar para o “porquê” e comecei a correr atrás apenas do “o que”. O que falta? O que ainda não fizemos? O que estamos devendo? Nessa corrida, perdi o brilho no olho. Não por falta de motivação — eu amo tecnologia, amo resolver problemas e de preferência os complexos. Mas, me senti sem alma, sem propósito, na correria das informações deixei de olhar as pessoas. E foi nesse momento que a frase do Adriano Lima fez ainda mais sentido: “a vida te para no acostamento”. Os sinais começaram a aparecer: irritabilidade, estresse, sensação de desalinho. E, num gesto de maturidade e cumplicidade, se deu minha saída da Zup — uma empresa pela qual sou profundamente grata. Deixo um legado bonito do qual tenho orgulho, com muita entrega, consistência e acima de tudo afeto. Essa foi a minha parada no acostamento. Meu respiro. O curso do MIT ainda me provocou mais uma reflexão poderosa, sugerida pela Dra. Tara Swart: Imagine-se no fim da vida e escreva a história de como você não deixou o legado que queria. É exatamente isso que estou fazendo neste momento, ganhando profundidade. Tirei um mês de pausa, e talvez tire um pouco mais dado que o novo desafio tem que fazer sentido para os dois lados. Estou me preparando para meu próximo ciclo — um lugar onde o desafio venha com propósito. Onde haja problemas relevantes, entregas ousadas e uma cultura viva. Um lugar que combine com quem eu sou agora: inteira, renovada e decidida a construir uma trajetória com impacto positivo na vida das pessoas e no negócio. Se você também está correndo demais e esquecendo do porquê, talvez esse post seja um sinal. Antes que a vida te chame para o acostamento, se permita parar e escutar. 🧠💬 Se quiser conversar sobre legado, propósito, IA, ou sobre gente (de verdade), estou por aqui e aberta a novas conexões e oportunidades alinhadas a essa visão. #TransiçãoDeCarreira #LiderançaComPropósito #AltaPerformanceComAlma #NeurociênciaNosNegócios #PessoaseCultura #ReflexãoDeLiderança #PeopleAndCulture #RH #Gestão de Pessoas #DiretoradeRH